sábado, 27 de dezembro de 2008

Adoro-te HI8!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Tenho um coração que sente
Uma cabeça que pensa
Uma boca que beija
E eu dessincrona

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

meres diz:
fui assaltada na terça no largo de camões, não dei por nada, dei que estava alguém muito encostado
meres diz:
abriu-me a mochila e tirou-me o telemóvel
meres diz:
o que vale é que achei estranho, olhei para trás e vi um gajo a atravessar
meres diz:
fui a correr atrás dele e gritei"Dá-me o telemóvel"!!
O gajo ficou tão atrapalhado e que o tirou do bolso e deu-me
meres diz:
e disse-me , tinhas deixado cair

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Onde foi que perdi o meu sistema límbico?

terça-feira, 16 de dezembro de 2008


"Como é? Posso avançar ou está sinal vermelho?"
Uma mescla de cheiros invadem as minhas narinas!!
E cheiros bons...perfumados!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Estado: EGOCENTRICO!!

domingo, 7 de dezembro de 2008

sábado, 6 de dezembro de 2008

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Lembro-me do vento que fazia, era muito! Lembro-me do avião que lutava para seguir o seu curso! Lembro-me do mar, estava agitado! Lembro-me de dizer que queria voltar aquele sitio só por causa do mar! Lembro-me de dizeres como era teu habito, para tirarmos uma foto! Encostaste-te a mim e eu fiz cara de parva, esse era o meu hábito! Lembro-me de dizeres
"-tenho que por perfume", lembro-me do teu cheiro, cheiravas bem
"-Não precisas!"
Lembro-me que ali ficamos, assim, imóveis....
não me lembro por quanto tempo!
Tenho uma garganta cheia de palavras!

domingo, 30 de novembro de 2008


Amor é...?

sexta-feira, 28 de novembro de 2008


Vai ser minha!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Adoro arranjar ódios

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Realmente a minha falta de talento é proporcional à minha barriga!

sábado, 22 de novembro de 2008


Não

e

não!






Porque sou uma rapariga que se acostuma....



Eu sei, mas não devia

Marina Colasanti

Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos
e a não ter outra vista que não as janelas ao redor.
E, porque não tem vista,
logo se acostuma a não olhar para fora.
E, porque não olha para fora,
logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E, porque não abre as cortinas,
logo se acostuma a acender mais cedo a luz.
E, à medida que se acostuma, esquece o sol,
esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado
porque está na hora.
A tomar o café correndo porque está atrasado.
A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá para almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E, aceitando a guerra,
aceita os mortos e que haja números para os mortos.
E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz.
E, não acreditando nas negociações de paz,
aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone:
hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer fila para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagar mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro,
para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes.
A abrir as revistas e ver anúncios.
A ligar a televisão e assistir a comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado,
lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.
Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
À luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias da água potável.
À contaminação da água do mar.
À lenta morte dos rios.
Se acostuma a não ouvir passarinho,
a não ter galo de madrugada,
a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé,
a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber,
vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali,
uma revolta acolá.

Se o cinema está cheio,
a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada,
a gente molha só os pés e sua no resto do corpo.

Se o trabalho está duro,
a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer
a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito
porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza,
para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos,
para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar,
se perde de si mesma.


(1972)


p.s: tks Cláudia

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Quando se é surdo, basta virar a cara e evita-se uma discussão!
Simples...