terça-feira, 18 de novembro de 2008

«Queres que eu te chame nomes?»
Ela corou. Juro.
Eu repeti, na voz que se usa com crianças muito novas e que
todas as raparigas apreciam nesta ou naquela outra altura das suas
vidas:
«Minha malandra... tu queres que eu te chame nomes...»
Ela fez que sim com a sua cabecinha suburbana.
E comecei: «Tu és uma desavergonhada...»
E ela, primeiro: «Não.»
E depois, acelerando: «Sou! Sou sim!»
Eu: «Ordinária!»
Ela: «Não... não... não...»
E eu sem estar já à espera, mantendo um bom ritmo de
bombada, entretido comigo mesmo, um bocado nas tintas para ela.
E ela: «O que é que me chamaste?!»
E eu, como se tivesse decorado o nome dum rio: «Ordinária...»
Ela: «Sou! Sou sim! Sou uma ordinária!»
Aqui aproxima-se inexoravelmente — nenhum outro advérbio
serve — da histeria pretendida.
Eu estou quase a vir-me, graças à excitação dela, que me põe
de cabeça perdida. Com uma cabeça daquelas, ainda por cima.
Não tenciono prosseguir. Só rematar.
Mas ela quer mais. Abre as narinas todas, muito mais do que
lhe seria exigido, arregala os olhos e fita-me como se me quisesse
matar: «Sou uma porcalhona!»
Eu, começando a entusiasmar-me, tal o contágio: «És uma
porcalhona que se farta de foder!»
Ela: «Sou! Sou!»
Eu: «Fodelhona!»
Ela: «Mais! Chama-me mais! Trata-me mal que eu venho-me!»
Eu, de cabeça igualmente perdida, incapaz de encontrar mais
sinónimos, ou nomes ainda mais reprováveis, limito-me a um
simples e pouco significativo: «Puta!»
Pára tudo.
Pronto. Já ninguém nesta casa se vai vir.
Ela diz: «Não; isso não.»
Eu, verme: «Desculpa...»
«Não», repete, começando a arranjar a roupa, «Isso é que
não.»
Está mais composta do que no momento em que meti conversa
com ela. O sorte.
Comecei a rir. Foi obra santa, porque perdi o tesão todo.
Perguntei-lhe se havia alguma lista que eu pudesse consultar.
Ela: «Detesto as pessoas que abusam... detesto!» Está à procura
das cuecas, o que lhe retira alguma credibilidade.
E «vaca»? E permitido «vaca»? ou só porca?
Ela, não sei quê, de dar um dedo e tomarem-lhe logo a mão
inteira, ainda não encontrou as cuecas.
Eu acho que a minha casa come cuecas. Chupa-as pelas frestas
entre as tábuas, para dar de comer ao caruncho. Ê uma espécie de
negócio.
«Que é que tens contra as putas? Tenho uma tia que foi puta
quando era nova!» (E tenho).
«Vai chamar puta à tua mãe!» Está zangada. Porque é que as
mulheres não têm cuidado com as cuecas, elas que são tão
obcecadas por tudo o mais?
«Não, deixa — já percebi. A ti devo tratar-te por porcalhona,
ordinária e fodelhona, mas se quiser tratar alguém por puta devo
entrar em contacto com a senhora minha mãe, apesar da senhora
minha mãe saber a todas as horas do dia, onde param as suas
cuecas — ou, melhor, as cuecas dela...»
Ela veste os «jeans» sobre o rabo nu. Rabo bom. Pena.
Podíamos ter sido amigos. Podíamos ter sido... partenaires!
Sai de minha casa e lembra-se que não tem dinheiro para o
táxi.
Bate fortemente.
«Para aonde será desta vez?», pergunto eu, arrastando-me
para a porta. «Para que subúrbio longínquo?» Tenho de começar a
andar com raparigas aqui do centro...
E para longíssimo. Dois contos. Toma que é para aprenderes.
Ela recebe o dinheiro como se fosse um direito humano.
«Amanha pago-te.»
E eu não resisto a dar uma facadinha também: «Deixe lá... não
tem importância...»


in "O amor é fodido" - Miguel Esteves Cardoso

Gosto de adormecer contigo!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Hoje..

Hoje apetece-me distribuir abraços!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Ponto máximo da pirosice!!!!

VIBRO COM
O
MAMMA MIA!!!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Matemáticamente cheguei à conclusão que o esquecimento é directamente proporcional ao conhecimento mais uns dias!
ESQ=CONH + x
Sinto-me uma verdadeira tia!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A melhor invenção...desde a roda!!!!!

Agora n sei se o dou ou se fico com ele....

quarta-feira, 5 de novembro de 2008


"posso dar-lhe um abraçinho?"
muitooooo bom! looll

domingo, 2 de novembro de 2008

segunda-feira, 27 de outubro de 2008




O sonho é um gato num quadro a saltar para o nosso colo.

O sonho é acreditar que um poema pode mudar uma vida.

O sonho é o olhar doce de quem gosta de nós.

O sonho é ter sempre alguém à nossa espera.

O sonho é a idade sem idade das coisas que ficam.

O sonho é não ter nada e ser senhor de tudo.

O sonho é ter os pés no chão e continuar a voar.

O sonho é fazer de cada palavra um verdadeiro diamante.

O sonho é ser verdadeiramente livre e saber porquê.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Boomp3.com


Oh well,
In 5 years time we could be walking around a zoo
With the sun shining down over me and you
and there'll be love in the bodies of the elephants turning up
Put my hands over your eyes, but you peek through

And there'll be,
Sun Sun Sun,
All over our bodies,
and Sun Sun Sun,
All down our necks,
and there'll be,
Sun Sun Sun,
All over our faces,
and Sun Sun Sun.

So what the heck,
Coz' I'll be laughing at all your silly little jokes,
And we'll be laughing about how we used to smoke.
All those stupid little ciggarettes and drink stupid wine,
Cuz' it was what we needed to have a good time.

And it was,
Fun Fun Fun
When we were drinking
It was,
Fun Fun Fun
When we were drunk
And it was,
Fun Fun Fun
When we were laughing,
It was,
Fun Fun Fun,
Oh it was fun.

Oh well I look at you and say it's the happiest I have ever been
and I'll say I feel I no longer have to be James Dean,
and She'll say,
Oh yeah, Well I feel pretty happy too,
And I'm always pretty happy when I'm just kicking back with you.

and it will be
Love Love Love
All through our bodies
Love Love Love
All through our minds
and it'd be
Love love Love
All over her face
and Love Love Love
All over mine.

And in the oddest moments and just scratching my head
I'll be thinking about families n' lying in bed
Even though I believe it may not even come true
But in my mind I'm having a pretty good time with you.

Oh, Five years time
I might not know you,
In Five Years Time
We might not speak at all and
In Five Years Time
We might not get along
In Five Years Time
You might just prove me wrong.

Oh there'll be,
Love Love Love
Where ever you go, There'll be
Love Love Love
Where ever you go, There'll be
Love Love Love
Where ever you go, There'll be
Love Love Love
Where ever you go, There'll be
Love Love Love
Where ever you go, There'll be
Love Love Love
Where ever you go, There'll be
Love Love Love
Where ever you go, There'll be
Love Love Love
Where ever you go, There'll be
Love.

sábado, 11 de outubro de 2008

Pirosinho...eu sei, eu sei....

Mas n resisto a falsetes de homens!


sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Será que é isto é que é rir como uma hiena?

terça-feira, 7 de outubro de 2008

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Sou assim como que um Tourizense...na Liga dos Campeões!